domingo, 30 de janeiro de 2011

Big Brother

Eu falando de Big Brother, quem diria. Há poucos dias orgulhava-me de twittar que não tinha assistido ainda nenhum segundo desse programa. Pois é, mas as coisas mudam, pelo menos um pouco. Não sei quase nada dessa edição. Se me colocarem frente a frente com os participantes eu não saberia dizer o nome da maioria. Mas como eu não estou aqui para fazer a análise psicológica deles, isso não importa.
Escrevo isso no domingo, o primeiro do ano em que eu não tive nenhum compromisso agendado anteriormente. Passei o dia em casa, refletindo algumas coisas, lendo outras, dando uma viajada na Internet. E nessa viajada, aacabei lendo algumas coisas sobre esse programa que tanto atrai a população, fazendo com que em outras edições tivéssemos um número de votações próximo do número de habitantes do país. E algumas coisas me chamaram a atenção.
Em primeiro lugar, a diversidade das pessoas que entraram na casa é legal, torna a discussão sobre homossexualidade, transexualidade mais ampla, atingindo maior número de pessoas, embora falte um debate mais completo, abrangendo discussões médicas, éticas, jurídicas, psicológicas, religiosas que acabam ficando restritas apenas às populações que têm acesso direto à jornais e revistas que colocaram esta discussão em suas pautas. Na boa, são poucas as pessoas muito esclarecidas sobre tais assuntos.
Antigamente existia um grupo denominado GLS (gays, lésbicas e simpatizantes), sendo que hoje a nomenclatura mais correta é LGBT(Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais, Transgêneros). Essa nomenclatura foi definida em uma Conferência Nacional realizada em 2008 em Brasília. Com certeza as experiências vividas por esse grupo de pessoas devem ser abordadas, mas a discussão não pode se basear apenas nisso. É necessário aproveitar esse momento de divulgação desse assunto e discutir, aberta e claramente, não importando se é contra, se é a favor, se é a penas simpatizante, independente do que for, é hora de falar e ouvir. Já que o Big Brother foi a porta de entrada pro assunto, então tá, sigamos a discussão, ou então não valerá de nada essa exposição, pois logo será esquecida e perderemos a chance de aproveitá-la da melhor maneira possível.

Outra coisa que me chamou a atenção nos sites e nos poucos momentos que vi do BBB foi a loucura das festas. Sem hipocrisia, já me excedi em alguns momentos, já tomei meus porres, isso faz parte dos acontecimentos comuns da juventude. Mas o que se vê em algumas festas dentro da casa é algo preocupante. Pessoas completamente bêbadas, exibindo-se praticamente nuas, bebendo quantidades muito grandes de álcool, tendo problemas graves em função disso. Na última festa foi preciso atendimento médico, sendo divulgado inclusive a ocorrência de convulsões em uma das participantes. E isso tem se repetido a cada festa lá dentro. Poxa, será que são escolhidas para participar desse programa apenas "loucos" ou nossa sociedade que está caminhando para um processo de "loucura geral". Sinceramente, isso me preocupa. Já pude observar algumas situações deste tipo em festas que participei. Desde abuso de álcool, até uso de drogas ilícitas. Tá bem, talvez eu até seja um pouco careta demais. Beleza, que seja. Mas é algo que me choca observar pessoas que só conseguem curtir uma festa se tiverem alcoolizadas ou sob o uso de anfetaminas, ou sob o uso de drogas mais pesadas. E muitas vezes, ou melhor,na maioria das vezes, são pessoas esclarecidas, que sabem todos os efeitos possíveis que tal uso pode causar. E mesmo assim assumem o risco. Volto a falar, posso ser careta demais, mas eu me nego a fazer uso de drogas para poder "transformar" minha festa. Eu posso, e qualquer um pode, fazer uma festa muito boa sem ter que usar nada. Não é tão difícil.
Sabe o que mais me preocupa? Esse parece ser um processo evolutivo. Há algum tempo atrás, nós ouvíamos falar sobre pessoas que faziam uso de drogas em festas. Depois, havia um conhecido que fazia uso. E hoje, duvido que você não conheça pelo menos um amigo que faça uso de drogas. E nossos filhos? Pois é, eu tenho 24 anos e planejo ter filhos dentro de alguns anos. Como será o mundo que eles enfrentarão. Tomara que a minha caretice, minha certeza de que estar livre é muito melhor do que estar preso( seja no mundo das drogas e/ou numa cadeia) sirvam para mostrá-lo que existem outros caminhos para a felicidade! Caminhos muito mais sólidos e duradouros!
Pois é, embora para mim nunca tenha sido sinônimo, BBB também é cultura e discussão, desde que não seja visto apenas como entretenimento e que seja feito um debate proveitoso sobre as situações ali vividas.
Até!

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